Edição atual - Anais do VI Colóquio Semiótica das Mídias. vol. 6, nº 1. Japaratinga, AL: UFAL, 2017.

“Esse rio é minha rua”: imagens cotidianas da semiosfera amazônida

Carolina Maria Mártyres Venturini
Universidade Federal do Pará - UFPA

 

Resumo

É permanente o debate mundial sobre a preservação ambiental da semiosfera amazônida. Tal, tem sua centralidade na (re)-evolução tecnológica que ao orientar a adoção de políticas públicas e sociais - aos “ribeirinhos” / rurícolas / citadinos (categorias de “modo-de-ser-vida”) de amazônidas-paraenses - tornam a fração de tempo para a maturação das impermanências, processos de difusa identidade. Esta proposição intenciona “um olhar” para o mundo particular desta semiosfera quanto a sua sustentabilidade cultural, e, com isto, abrir possibilidades de contribuições teórico-metodológicas para a Comunicação Social no que tange o uso da imagem fotográfica como ferramenta para as pesquisas sociais em suas relações semiológicas imagem-identidade-imaginário. A pretensão em se debruçar para o fazer/pensar relações do cotidiano e da cultura Amazônida com seus rios por meio de olhares imagéticos para uma transcendência do real, buscará interligar fragmentos capturados das ações humanas neste citado espaço, utilizando a fotografia como instrumento maior, revelador de um real e, por seu intermédio na linguagem fotográfica documental e sua narratividade, captar, expor, e ressignificar sentidos aos rios no cotidiano Amazônida, com foco inicial à Cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará - às margens dos rios Guamá e Amazonas. Das várias frentes de estudo em que a pesquisa se encontra, neste momento se dirige (aberta) discussão acerca da temática do evento, no ponto de encontro da materialidade urbana dos rios e ribeirinhos paraenses, que se entrecruzam em um contínuo ato de “pintar” um real (?) ou virtual (?) “modo-de-ser-vida” amazônida. Da imprecisão epistemológica entre os oponentes real/virtual, muitas questões surgem dada a natureza dos fenômenos; parte-se do ponto que, tudo o que move o Universo é real, inclusive a imaginação-significações, e que, a virtualidade cibernética atua na transmissão de saberes e cultura, na experiência do “modo-devida- ribeirinho-amazônida”, revelado na presença do corpo físico em relação ao espaço, a não mais somente ver a história, mas também, vivê-la, e ressignificar-se nela.

 

Abstract

The environmental preservation of the amazon semiosphere is a constant theme discussed worldwide. It’s fundamentals are about the technology (re)-evolution which recommends the adoption of public and social policies - to the “ribeirinhos” / countrymen / citymen (catogories on “the-way-of-life”) of the amazon state of Pará - thus transforming the time reserved for impermanence maturing into diffuse identity proccesses. This proposal intents is “to look” to this semiosphere’s particular world regarding it’s cultural sustainability, and from that, open the possibilities of metodological and theoretical contributions to the Social Communications Community about the use of photografic images as tools for social researches on the imageidentity- imaginary semiologic relations. The pretention on getting intimate with the day to day relations and the amazon culture, with it’s rivers, through imagetic looks aiming the transcendency from the real world, will try to find a link amongst the captured fragments of the human actions in the above mentioned space, using photography as a bigger instrument, revealing the real world and, through the documental photographic language and narrative, to capture and expose, also re-estate the meaning of the rivers in the day to day of the amazon people, focusing at first on the city of Santa Maria de Belém do Grão - Pará - at the edge of the Guamá and the Amazon rivers. On the various study fields this paper finds itself, at this moment it’s is an open discussion regarding the theme of the event, on the intersection between the materiality of the urban rivers and the people from the state of Pará - the ribeirinhos, whom find themselves in a constant “painting”of the real or virtual “way-of-life” of the amazon people. From the epstemologic imprecision between the real/virtual, lots of questions rise on the nature of the phenomenas; from the point that, everything that moves the Universe is real, including the imaginative-significations, and that, the cybernetic virtuality that act on the passing of knowledge and culture, in the experience of “the-ribeirinho-way-oflife”, revealead in the presence of the physical body in relation to the space, in not just watching history, but also, living it, re-inventing it.

 

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