Anais do I Colóquio Semiótica das Mídias. vol. 1, nº 1. João Pessoa, PB: UFAL, 2012.

Representações políticas: disputas narrativas pelas estórias

Antonio Sebastião da Silva e Luiz Gonzaga Motta
UnB

 

Numa sociedade cada vez mais mediatizada, com escândalos que sucedem-se, certamente, em função da maior visibilidade de agentes políticos, o artigo tem como objetivo entender como os meios de comunicação organizam sua tessitura dos acontecimentos sobre a Operação Monte Carlo, que envolve grande número de importantes políticos brasileiros. Para tanto, propõe analisar três revistas semanais (Veja, Carta Capital e Época), entre as mais lidas no Brasil, para conhecer o posicionamento em seus enunciados, a partir de suas narrativas, para se chegar aos seus discursos políticos. Assim, em essência, compreender como as revistas constroem seus discursos e representações narrativas, a manipulação de seus personagens na tessitura da estória, observando suas diferenças e similaridades, para a construção realidade social. Desta maneira, o problema enfrentado nesta análise se refere como são definidas as intrigas e conflitos entre personagens protagonistas e antagonistas da estória? Sobressai ainda uma dúvida constante: há uma matriz discursiva que abastece o sistema de informação midiático? Comparativamente, no final, o fio da história de cada uma aponta para concepções discursivas antagônicas? A rigor, a pesquisa é resultado de trabalho desenvolvido em conjunto com a orientação do Prof. Dr. Luiz Gonzaga Motta, durante o primeiro semestre do ano (2012). Desta maneira, embora havendo sempre questões a serem observadas, carece apenas de alguns ajustes metodológicos, necessários e pontuais. Entretanto, sobre as pesquisas em si foram concluídas e com importantes apontamentos sobre o papel da narrativa na construção da realidade social, considerando, substancialmente, a política. O trabalho deverá contribuir com a temática do colóquio ao enfrentar o debate em torno do poder da linguagem das mídias, considerando a textualidade e imagens, organizada para a formação do conhecimento social. Neste sentido, a enunciação ganha importante espaço de análise para se chegar, não simplesmente, ao discurso das revistas impressas, mas do jornalismo, inclusive dos meios on-line, para a concepção da realidade.

 

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