Anais do III Colóquio Semiótica das Mídias. vol. 3, nº 1. Japaratinga, AL: UFAL, 2014.

Os limites do domínio do privado: a casa como extensão e reflexo dos sujeitos

Ben-Hur Bernard Pereira Costa e Maria das Graças Pinto Coelho
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - /UFRN

 

Resumo

Ao definir a habitação como um meio de comunicação, Mcluhan expôs a transição da casa de um estágio primitivo, que funcionava como uma extensão eficiente do Homem, para a casa do sujeito “letrado”, que a fragmentou, engessando o domínio do espaço como um todo. Assim, a concepção da casa internamente vem passando por alterações que autorregulam o seu sistema – aqui entendendo a casa como um sistema comunicacional, que se constitui de uma associação de aparatos técnicos e estrutura, moradores, dinâmicas de ocupação e de uso espacial e moral empregada. O trabalho se dedicará a discutir essas alterações e a relação destas com o entendimento externo sobre o privado, perpassando inclusive pelas iniciativas políticas do Estado para com a moradia dos sujeitos.

 

Abstract

By defining a household as a mean of communication, McLuhan exposed its transition from a house of a primeval stage, that worked as an efficient extension of the mankind, to the home of the literate men, whom shattered it, stifling the space's domain as a whole. Thus, the concept of housing has been internally given new meanings that self-regulate its system - as in comprehending householding as a communicational system, that consists of an association of technical devices and structure, resisdents, dynamics of occupation and of a spatial use and morals applied. This article will be engaging on the discussion of these changes and their relation with the understanding of the mutual concern upon privacy, spanning as well the State's public initiative for the subjects' householding.

 

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