Anais do III Colóquio Semiótica das Mídias. vol. 3, nº 1. Japaratinga, AL: UFAL, 2014.

Telemática e novas fronteiras: a mediação dialógica no espaço das imagens técnicas

Geórgia Monteiro Gomes de Brito
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

 

Resumo

No interior da cultura pós-histórica, assim denominada por Vilém Flusser como estágio de domínio dos aparelhos automáticos na sociedade, a fronteira entre os espaços público e privado se coloca em linha tênue. A revolução informática vem a modificar não só a forma de relacionar-se com tais espaços, mas também interfere na estrutura da troca de informações. Segundo Flusser (2002), discursos onipresentes tendem a eliminar o espaço público verdadeiro, ao passo que diálogos onipresentes eliminariam todo o espaço privado. Entre diálogos e discursos, se coloca uma dialética que tende a eliminar a própria interdependência que público e privado estabelecem para existir. Quais as fronteiras da nova estrutura comunicacional? Que tipo de novo espaço poderia ser pensado a partir dela? Partindo do conceito de revolução telemática (2008), colocamos os rumos de nossa análise, pautada nas imagens técnicas como novo direcionador da troca de informações, através de uma possível mediação dialógica a se inserir nos espaços individuais. No interior do que Flusser nomeia como revolução técnica, e não política, os novos revolucionários seriam exatamente aqueles envolvidos na produção de imagens, que se colocam em nossa pesquisa como objeto principal a ser delimitado no rumo das referidas investigações.

 

Abstract

Within the post-historical culture, named by Vilém Flusser as the stage of domain of automated devices in society, the boundary between public and private spaces arises in thin line. The informatic revolution has changed not only the way of relating to such spaces, but also interferes with the structure of the exchange of information. According to Flusser (2002), ubiquitous discourses tend to eliminate true public spaces, while ubiquitous dialogues eliminate all private space. Between dialogues and speeches, arises a dialectic that tends to eliminate the very interdependence that public and private set to exist. What are the boundaries of the new communication structure? What kind of new space could be thought from it? Based on the concept of telematics revolution (2008), we put the course of our analysis, based on technique images as the new director of information exchange, through a possible dialogic mediation to enter into individual spaces. Inside of what Flusser appoints as a technical revolution, and not policy, the new revolutionaries would be exactly those involved in the production of images, which arise in our research as the main object to be delimited in the course of these investigations

 

Texto completo: PDF