Anais do III Colóquio Semiótica das Mídias. vol. 3, nº 1. Japaratinga, AL: UFAL, 2014.

Alguém ouve a crítica? A divulgação do cinema alternativo em Belém pela Associação dos Críticos de Cinema do Pará

Luciana Miranda Costa e Raissa Lennon Nascimento Sousa
Universidade Federal do Pará - UFPA

 

Resumo

Esse artigo tem o objetivo de fazer uma contextualização histórica e traçar uma reflexão sobre o cinema alternativo em Belém, a partir das estratégias comunicacionais e discursivas implementadas pela Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA). O problema da pesquisa abordou as relações entre o cinema alternativo e o cinema comercial, relacionando-as com conceitos referentes à arte, indústria cultural e comunicação. As principais conclusões do texto apontam que a ideia de “consumo” encontrada no discurso da ACCPA, entidade com mais de 50 anos de atuação, recai no paradigma estruturalista, atribuindo aos espectadores de filmes blockbuster uma suposta passividade acrítica. Eles seriam consumidores de bens culturais e não usuários. A entidade tem estabelecido vários canais de comunicação com os cineclubistas por meio das redes sociais, mas ainda insuficientes para atrair um público significativo para as exibições “alternativas”.

 

Abstract

The aim of this paper is to bring a historical contextualization and to reflect about the exhibition of alternative movies in Belém, state of Pará, Brazil. It was made by the analysis of the communicative and discursive strategies implemented by the Association of Movies Critics of Pará (ACCPA). The research problem is referred to the relation between alternative and commercial movies, associated to concepts of art, communication and cultural industry. The main conclusions of the paper suggest that the idea of "consumption" found in the ACCPA´s discourse, an institution that is more than 50 years old, is based on the structuralist paradigm, assigning to the spectators of blockbuster movies, an uncritical passivity. They would be consumers of cultural goods, but they wouldn´t be users of them. The institution has established various communication channels among the members of film clubs, specially, through social networks, but they are still not enough to attract a significant audience for the alternative movies.

 

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