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Quatro apresentações nesta terça-feira demonstram diversidade temática da circulação discursiva

Nesta terça-feira, dia 20 de setembro, mais quatro conferências foram realizadas na sétima edição do Pentálogo do CISECO. Pela manhã, Raquel Aguiar e José Luiz Braga realizaram suas apresentações e responderam aos questionamentos. No período da tarde, Mario Carlón, da Universidade de Buenos Aires, e Armando Silva, da Universidade Externado da Colômbia, complementaram as discussões.

Em sua conferência, Raquel Aguiar, da FIOCRUZ, relatou pesquisa sobre a circulação discursiva do zika vírus, que tem sido caso atual mais relevante de saúde pública no Brasil e toma conta de noticiários e das conversas informais. O circuito discursivo sobre o zika foi analisado na perspectiva dos boatos e dos contra-discursos sobre o vírus e a principal doença relacionada, a microcefalia. As respostas oficiais também foram levadas em consideração na pesquisa, assim como os fatores amplificadores e fatores limitantes da circulação. A mesa foi coordenada por Walter Menon.

Um quadro geral de observação de processos de circulação foi a proposta seguida por José Luiz Braga, do PPGCOM da Unisinos. Ele explicou o trabalho como uma perspectiva do modo como vai abordar os circuitos de informação, debate e aprendizagem, numa pesquisa mais ampla. A mesa teve moderação de Elisângela Mortari (UFSM). No trabalho de observação da dinâmica de abordagem aos circuitos comunicacionais, Braga elenca quatro formas de organizar a realidade social, tendo a midiatização como quadro de referência: 1) mídia como geradora de produtos e circuitos próprios; 2) Mídia-circuito na qual ingressam setores sociais; 3) Mídia como sistema conjunto de viabilização de circuito sociais; 4) senso comum como ambiente de interlocução e iniciativa.

Circulação de sentido e estética
O pesquisador Mario Carlón debateu a circulação do sentido na sociedade contemporânea, a que se referiu como hipermidiática. Foram apontados resultados de estudos de casos nas relações de meios massivos e conteúdos produzidos nas redes sociais. Foram apontados três níveis de mudanças na circulação de tais conteúdo: de escala, de complexificação e de estatutos do enunciador. A mesa foi coordenada por Paulo César Castro (UFRJ).


Adriano Rodrigues coordenou a mesa da conferência do pesquisador Armando Silva, que apresentou o tema “Circulação e desconstrução de sentidos estéticos contemporâneos”. O pesquisador falou sobre pontos de ruptura da arte contemporânea em um cenário caracterizado pela extensão e eminência da estética. “Assistimos a uma estetização do mundo”. Observou um movimento em que a arte da cidade, como a arte urbana, vai ao encontro da galeria, onde se busca um lugar de intervenção e desconstrução. Apontou a  galeria como lugar de circulação.

Colaborou Laura Guerra. Foto: Leon Rabelo

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