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:: Entrevistas

Metodologias inspiram aprendizado de novas práticas de comunicação na Amazônia

Entrevista - Antônio Heberlê - Foto: Reprodução

PERGUNTA: Explique a natureza da pesquisa (objetivos etc.) que desenvolve na Amazônia.

R: A pesquisa destina-se a desenvolver ações de transferência de tecnologia, intercâmbio e construção do conhecimento com o envolvimento de parceiros de todas as Unidades da Embrapa na Amazônia com “Tecnologias Sustentáveis”, voltadas para o atendimento de demandas relacionadas a diferentes cadeias produtivas para o público da agricultura familiar, nos diferentes estados da Amazônia.

 

P: Descreva em que estágio se encontra a pesquisa.

R: Estamos no primeiro ano de atividades, o Projeto começou em agosto de 2018.

 

P: Como se dá o contato com as comunidades locais? De que forma elas podem ser agentes de transformação em prol dos objetivos propostos pelo projeto?

R: O contato com as comunidades nos territórios acontece por meio dos agentes da Embrapa que atuam nas Unidades da Amazônia e são eles em conjunto com os produtores que agem direcionando atividades que se voltam para atendê-los.

 

P: Há produtos em construção?

R: Sim, vários produtos de comunicação estão em processo de produção, como oficinas temáticas de formação, programas de TV e de rádio e peças de comunicação promocionais aos projetos da Amazônia.

 

P: Que atividades estão previstas para a divulgação dos (primeiros) resultados em curso?

R: Está ocorrendo o contato com os agentes de mídia locais, especialmente os radialistas, formando um cadastro de agentes para que estes compreendam e divulguem nas suas programações o esforço técnico na Amazônia, para melhorar a qualidade de vida das comunidades, por meio da redução do desmatamento e da degradação florestal no bioma.

 

P: Quais são as suas articulações com matrizes de comunicação?

R: Trabalhamos com metodologias participativas de comunicação e com a matriz da comunicação para o desenvolvimento (especialmente com os manuais da FAO), fazendo comunicação "com" e não "para" as pessoas.

 

P: Descreva o impacto desta pesquisa para o avanço dos estudos de comunicação estratégica no Brasil. Quais possíveis contribuições serão geradas, em termos teóricos-metodológicos, por esta pesquisa na Amazônia?

R: Estamos trabalhando fortemente para que os aprendizados na Amazônia se multipliquem. Duas publicações sobre as metodologias estão no prelo, sendo uma a ser editada pela Embrapa em Brasília e outra pela Unidade do Acre. Trabalhamos com metodologias participativas para formar um corpus que permita a compreensão dos conceitos de transferência de tecnologia, intercâmbio e construção do conhecimento (TTICC).

 

P: Por que se fará uma exposição sobre esta pesquisa em curso, no âmbito da reunião do CISECO?

R: A apresentação e discussão das ideias em seminários acadêmicos e científicos é fundamental para o avanço da comunicação participativa e também a pesquisa participativa da comunicação no Brasil.

 

P: Que resultados são esperados diante destas interfaces que se farão entre estes dois projetos?

R: Estamos trabalhando para viabilizar a comunicação que capacite atores sociais na discussão de estratégias de comunicação comunitária; que resulte em formação de redes de comunicadores apoiadas no uso de mídias sociais (grupos no Facebook, WhatsApp etc.), bem como na formação de agência de notícias sobre a Amazônia e outros meios, com destaque para o rádio, dadas as condições extensivas da Amazônia.

 

P: Qual o senhor acredita que seja a influência da Oficina de Comunicação Popular do projeto Amazocom, realizada com os alunos do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Marabá, no mês de junho?

R: A influência é grande pois os alunos estão formados em técnicas de rádio e pretendem acionar uma rádio comunitária da região que estava parada justamente por falta de conhecimentos técnicos e operacionais.

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